segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Em que medida é que o recurso ao portfólio permite conciliar o desenvolvimento curricular de programas muitas vezes extensos, recorrendo à utilização de estratégias construtivistas?

Na medida em que exige um trabalho prévio de conceptualização do processo que obriga a uma interpretação do programa a leccionar subordinada à razão de ser (finalidades) do próprio programa – as competências que visa desenvolver nos alunos. Identificadas as competências a desenvolver, devem conceber-se as tarefas e/ou diferentes atividades, nas quais se vão envolver os alunos para que venham a desenvolver essas competências. Esta metodologia de planificação é diferente da conceitualização do desenvolvimento de um programa que parta dos conteúdos programáticos. A diferença consiste fundamentalmente na inversão das prioridades de aprendizagem, não partimos da informação/conhecimento necessária(o) para realizar uma determinada ação, mas da ação que o aluno deve ser capaz de vir a realizar. Sugere-se assim que se mude de paradigma de escola. Que se mude do paradigma da escola ‘transmissora de conhecimentos’ para o paradigma da escola ‘promotora de competências’. Contrariamente ao que muitas vezes se tem entendido, não se está a negar que a escola deva transmitir conhecimentos, mas que esses conhecimentos devem ser adquiridos pelo aluno de uma forma tal que ele os possa mobilizar facilmente na resolução de problemas concretos. Ora, esta exigência coloca à escola e aos professores um desafio bem maior do que o de apenas transmitir conhecimentos. A melhor forma de responder a esse desafio não é partindo do princípio de que o aluno é uma ‘tábua rasa’, ao qual se tem que fornecer toda a informação necessária para realizar uma determinada ação, como se ele não conhecesse nada útil para a realizar, mas sim levá-lo primeiro a realizar essa ação, com o objetivo de avaliar exatamente o seu ponto de partida e, depois, conduzi-lo nas aquisições necessárias para desenvolver o mais possível o seu desempenho.
Esta mudança de perspectiva é muito importante porque permite distinguir, no programa, os conteúdos essenciais dos acessórios. Esta distinção entre o essencial e o acessório permite estabelecer um critério de economia de gestão do tempo. Esse critério de economia de gestão do tempo pode passar por definir claramente que tarefas devem ser realizadas em aula, sob a orientação do professor, quais podem ser realizadas autonomamente pelo aluno na aula e fora da aula. As tarefas realizadas autonomamente pelo aluno não se referem apenas à realização de atividades de consolidação, mas à aquisição de novos conhecimentos do programa. Com as competências essenciais desenvolvidas, os alunos estão aptos a construir o seu conhecimento e a expandi-lo, muitas vezes incutindo ao processo de desenvolvimento curricular um ritmo mais rápido, do que aquele que é conseguido com o desenvolvimento de todos os conteúdos programáticos em aula.
Com as competências e as tarefas identificadas, pode estabelecer-se a ‘constituição do
portfolio’, isto é, quais as produções do aluno a colecionar e incluir no portfólio, de modo a
evidenciar o desenrolar do processo e os níveis de desempenho alcançados. Relativamente às produções do aluno, deve estabelecer-se qual a sua natureza: obrigatória, facultativa, individual, em grupo, escrita, oral, etc; assim como, a calendarização da entrega das produções para avaliação formativa. O feedback dado ao aluno na avaliação formativa vai permitir-lhe investir na construção do conhecimento, quer superando eventuais dificuldades, quer trabalhando para a excelência, visto que o portfólio prevê que o aluno reformule as suas realizações até ficar satisfeito com os resultados, obviamente dentro do tempo destinado ao desenrolar do processo.  

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PORTIFOLIO ACRE: ESTRUTURA DO TRABALHO

Quais itens uma Monografia contém?

Abaixo estão indicados os itens que uma monografia contém, entre parênteses está se o mesmo é obrigatório ou fica a critério do autor (opcional):


Parte externa:
·        Capa (obrigatório)
·        Lombada (opcional)
Elementos Pré-Textuais:
·        Folha de rosto (obrigatório)
·        Errata (opcional)
·        Folha de aprovação (obrigatório)
·        Dedicatória (opcional)
·        Agradecimentos (opcional)
·        Epígrafe (opcional)
·        Resumo na língua vernácula (obrigatório)
·        Resumo em língua estrangeira (obrigatório)
·        Lista de ilustrações (opcional)
·        Lista de tabelas (opcional)
·        Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
·        Lista de símbolos (opcional)
·        Sumário (obrigatório)
Elementos Textuais:
·        Introdução
·        Desenvolvimento (Capítulos e Subcapítulos)
·        Conclusão
Elementos Pós-Textuais:
·        Referências (obrigatório)
·        Glossário (opcional)
·        Apêndice (opcional)
·        Anexo (opcional)
·        Índice (opcional)
Obs: Confirmar com o Professor Orientador se a sua instituição de ensino fez alguma modificação dos itens obrigatórios pela ABNT.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

TCC - TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)- Sua Estrutura e Como Fazer
O TCC, conforme já falado por nós aqui, tem um estrutura única e que deve ser respeitada para que o trabalho seja considerado válido.
Por isso, para ajudar a todos os universitários que com toda a razão, ficam perdidos nessa hora, segue abaixo a estrutura que um TCC deve ter para adequar-se as normas da ABNT.

O QUE É UM TCC?
Tcc significa Trabalho de Conclusão de Curso. Criado em 1983, como disciplina obrigatória no curso de Pedagogia da Universidade de Franca, logo tornou-se institucional e se estendeu a todos os cursos de graduação. Refere-se a uma dissertação científica, do cunho monográfico iniciático, que os alunos concluintes devem elaborar.
Procurou-se, por meio desta exigência, criar espaço para os estudantes iniciarem-se no campo da pesquisa, buscando ampliar os conhecimentos teóricos acumulados ao longo da graduação.

ESTRUTURA DO TCC
Todo trabalho tem que ter o seu início, meio e fim, ou seja, introdução, desenvolvimento e conclusão. A seguir apresentamos esta composição com mais detalhes, podendo ser compostos das seguintes partes:

PRÉ-TEXTUAIS 
Capa – Obrigatório
Folha de rosto – Obrigatório
Folha de aprovação – Obrigatório
Dedicatória – Opcional
Agradecimentos – Opcional
Epígrafe – Opcional
Resumo – Obrigatório
Sumário – Obrigatório
Lista de ilustrações – Opcional
Listas de abreviaturas e siglas – Opcional
Listas de notações – Opcional

TEXTUAIS
Introdução – Obrigatório
Desenvolvimento – Obrigatório
Conclusão ou Considerações finais – Obrigatório

PÓS-TEXTUAIS
Referências bibliográficas – Obrigatório
Obras consultadas – Opcional
Apêndices – Opcional
Anexos – Opcional
Glossário – Opcional

Discriminação das partes
Capa
Deve conter o nome do autor ao alto da folha, o título do trabalho ao centro e, na parte inferior o nome da cidade e o ano de apresentação. Tudo deve ser datilografado ou digitado em caixa alta sem sublinhar nem utilizar aspas e centrado na folha.

Folha de rosto
Vem imediatamente após a capa e nela aparece o nome completo do autor; no centro da folha o título do trabalho desenvolvido, sendo que logo abaixo, da metade da folha para a direita, aparece uma explicação rápida mais clara acerca dos objetivos institucionais, seguida da instituição a que se destina a pesquisa. Na parte inferior escreve-se o nome da cidade e o ano. Aqui apenas as iniciais são maiúsculas e não as todas as palavras como na capa.

Folha de aprovação
Deve conter data de aprovação, nome completo dos membros da banca examinadora e local para assinatura dos membros.

Páginas preliminares
Páginas que antecedem ao sumário. Podem ser incluídas as seguintes partes, devendo constar cada uma em página separada.

Dedicatória: essa folha não é obrigatória, mas contém texto, geralmente curto, no qual o autor dedica seu trabalho a alguém.

Agradecimentos: essa folha não é obrigatória, e visa agradecer a pessoas que tenham contribuído para o sucesso do trabalho, prestar homenagem a pessoas que não estiveram diretamente relacionadas com sua realização, a entes queridos.

Epígrafe: trata-se de um pensamento de algum outro autor e que de preferência, mas não necessariamente, tenha alguma relação com o tema.

Resumo:“Redigido pelo próprio autor do TCC, o resumo – síntese dos pontos relevantes do texto, em lingaugem clara, concisa, direta, com o máximo de 500 palavras.” (França, 1996).

Sumário
É onde aparecem as divisões do trabalho, os capítulos e seções com a indicação das páginas onde se iniciam cada uma delas. Não se deve confundir com índice, para designar esta parte. Havendo mais de um volume, deve-se incluir um sumário completo do trabalho em cada volume.

Listas
Rol de elementos ilustrativos ou explicativos. Podem ser incluídas as seguintes listas:
Listas de ilustrações: relação de tabelas, gráficos, fórmulas, lâminas, figuras (desenhos, gravuras, mapas, fotografias), na mesma ordem em que são citadas no TCC, com indicação da página onde estão localizadas.
Listas de abreviaturas e siglas: relação alfabéticas das abreviaturas e siglas utilizadas na publicação, seguidas das palavras a que correspondem escritas por extenso.
Listas de notações: relação de sinais convencionados, utilizados no texto, seguidos dos respectivos significados.

Texto
Como todos os trabalhos científicos, a organização do texto do TCC deve obedecer a seqüência: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão, dividindo-se os capítulos conforme a natureza do assunto.

Referências bibliográficas
É a listagem, em ordem alfabética, numerada seqüencialmente, das publicações utilizadas para elaboração do trabalho, podendo esta ser numerada ou não. Caso deseje indicar uma bibliografia para aprofundamento do assunto, a mesma deverá aparecer em lista separada sob o título: Bibliografia Recomendada.

Anexos ou Apêndices
Documentos complementares e/ou comprobatórios do texto, com informações esclarecedoras, tabelas ou dados colocados à parte, para não quebrar a seqüência lógica da exposição. Quando há mais de um, cada anexo contém ao alto da página a indicação ANEXO, em letras maiúsculas, seguida do número correspondente em algarismo arábico, devem ser citados no texto entre parênteses.

MEDIDAS DE FORMATAÇÃO DO TCC
As medidas padrões para a formatação de cada lauda do TCC são:
  • Margem superior: 2,5 cm
  • Margem inferior: 2,5 cm
  • Margem direita: 2,5 cm
  • Margem esquerda: 3,0 cm
  • Citações: 1 cm (justificando à direita em itálico com Fonte 10)
  • Entre linhas (espaço): 2,0 cm
  • Fonte: 12
  • Tipo: Times New Roman (Fonte serifada)
  • Formato de papel: A4
Com estas informações, você pode considerar que está correto o seu TCC. Mas lembrem-se de consultar sua faculdade/univerdade, pois cada uma pode modificar a seu gosto a estrutura que o TCC deve ter ou a sua formatação.

ELABORAÇÃO TCC: Escolha do Tema

A escolha do tema

O primeiro passo do TCC pode parecer o mais fácil. No entanto, essa etapa deve ser cumprida com cuidado para evitar problemas mais adiante.
Escolha um tema que esteja relacionado com seus interesses e que tenha a ver com seus primeiros passos na profissão. Dessa forma, você terá mais vontade em se aprofundar no assunto e se dedicar ao trabalho, além de poder utilizá-lo como referência na busca pelo seu primeiro emprego.

Defina uma área mais abrangente de estudo e depois vá se aprofundando até chegar a um tema bem específico. Lembre-se de escolher um campo que ainda não foi amplamente revisto para que seu trabalho possa trazer verdadeiras contribuições para a sociedade e para qe você ganhe notoriedade.
Peça sugestões aos seus colegas de trabalho – que também atuam em sua área de interesse- , consulte a base de dados de TCC da sua instituição de ensino ou até mesmo de outras universidades. A USP, por exemplo, disponibiliza o acesso ao banco da instituição abertamente. Sites como o BDTD (Biblioteca Nacional Brasileira de Teses e Dissertações), BNP (Biblioteca Nacional de Portugal) e Capes podem ajudá-lo bastante. Em último caso, recorra ao seu orientador para instruções sobre suas ideias.

COMO FAZER MEU TCC METODOLOGIA

A estrutura do projeto

Com o tema, orientador e grupo definidos, é hora de montar o projeto, que servirá como um guia no caminho a ser percorrido. No documento, é preciso definir o tema do TCC, seus objetivos gerais e específicos e um cronograma de atividades. O projeto pode ser extremamente útil mais adiante, caso você e seus parceiros se sintam perdidos durante os trabalhos.
 
A dica principal para estruturar o seu projeto com maestria é que você se informe sobre a metodologia exigida pela sua instituição de ensino. Algumas universidades disponibilizam em sua “área do aluno” um roteiro com estas orientações, já que podem variar de uma academia para outra.

A busca por referências

Agora chegou hora de colocar as mãos na massa. Pesquise tudo sobre o tema que você escolheu. Fontes boas para consulta são artigos, livros, revistas, jornais, sites, eventos e até mesmo outros trabalhos de conclusão de curso relacionados.

Não limite seu projeto a referências antigas e já consolidadas: busque se manter atualizado sobre o que de novo está sendo publicado na área enquanto o trabalho vai evoluindo. Os sites Domínio Público, Biblioteca Digital Mundial e Biblioteca Digital Nacional do Brasil têm muito a contribuir com suas pesquisas!

Lembre-se que a quantidade e a qualidade de referências bibliográficas são fundamentais para embasar sua dissertação e garantir a credibilidade da pesquisa. E não se esqueça de sempre fazer referência ao autor e à obra citada, pois copiar o trabalho alheio é plágio – e isso é considerado crime!

Na dúvida ou caso faltem referências, procure o seu orientador: ele está no projeto para auxiliá-lo quanto a construção do seu trabalho.

Verifique a metodologia exigida em sua universidade antes de iniciar o trabalho

Dependendo da instituição de ensino e do curso em questão, o TCC pode ser uma produção científica, uma atividade prática ou um estudo de caso. É preciso saber qual é a metodologia mais adequada para seu trabalho e seus objetivos.
O TCC deve seguir as normas da ABNT, que determinam a organização de citações e referências bibliográficas, por exemplo. Faça questão de conhecer as regras para iniciar a redação dos capítulos de forma correta, evitando o retrabalho com correções bruscas mais adiante. 

Revisão: sempre necessário

Ao finalizar o trabalho, será necessário revisá-lo algumas vezes. É comum que, nesse ponto, você já esteja familiarizado com o texto e deixe escapar alguns errinhos. Por isso, peça para seu orientador e outras pessoas lerem o trabalho sempre que possível, trazendo novos olhares sobre o TCC.
Durante a revisão, certifique-se de que não existem erros de gramática e ortografia, que podem ter impacto sobre sua nota final. Além disso, lembre-se de usar linguagem cientifica e formal, evitando coloquialismos e a utilização de expressões difíceis apenas para embelezar o texto. Vale também solicitar uma revisão da aplicação das normas e regulamentações para o desenvolvimento do trabalho, como da ABNT, por exemplo.

Elaborar um TCC de qualidade não é tão simples, mas com dedicação e atenção aos passos aqui citados, suas chances de obter o sucesso e conseguir o diploma ficam muito mais próximas. Bom trabalho!

NOVIDADE: Ganhe 20% em cada indicação

A equipe do Trabalhos Acadêmicos oferece à você 20% de comissão por cada trabalho indicado. Podendo ser qualquer tipo de trabalho (Pronto ou Orçado).

Ex: portfólio em grupo 200,00 reais ou 150,00 (dependendo do desconto podendo chegar a 150,00 reais) seu ganho será de  40 reais so por sua indicação.

Indique-nos: portifoliorboac@gmail.com 

AVALIAÇÃO POR MEIO DE PORTIFÓLIO ACADÊMICO

A avaliação por portfólio é feita com base numa coleção organizada de trabalhos produzidos pelo aluno, visando fornecer um registo a médio/longo prazo da evolução do rendimento do aluno e da evolução das suas atitudes. Assim, o portfolio permite uma avaliação mais concreta e fiel das competências desenvolvidas pelo aluno, ao longo de um determinado processo, porque inclui para além de testes aos seus conhecimentos de fatos, de conceitos, de teorias e de regras, outros elementos, nomeadamente, aqueles que revelam o próprio desenrolar do processo. 

Por outro lado, como o portfolio deve incluir um conjunto variado de realizações dos alunos, permite evidenciar que competências foram efectivamente desenvolvidas pelo aluno e os respectivos níveis de desempenho por ele alcançados.
 
Embora o portfólio possa ser considerado um instrumento de avaliação sumativa, na medida
em que é organizado e apresentado no fim de um determinado processo, com vista à
certificação das aprendizagens realizadas por um aluno, ele é muito mais do que isso.